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Um Anónimo em Lisboa

Um Anónimo em Lisboa

1, 2, 3, outra vez...

1

Faz hoje um ano que Portugal se sagrou Campeão Europeu de Futebol. Um feito único, que deu um enorme reforço à confiança nacional. Porque Portugal tem excelentes técnicos, óptimas valências, mas falta-lhe sempre a confiança para ganhar. Quase que chega lá, mas... E esta vitória deu mesmo isso ao País. Confiança que pode, que consegue. Não é só futebol, é o que representa. E esta vitória deu essa confiança. A confiança que permitiu ao Salvador Sobral chegar e vencer o Festival Eurovisão da Canção. A confiança de que podemos ser originais, e não tentar ganhar imitando os outros.

 

2

Dois Generais que se demitiram. Duas pessoas que, em desacordo com o seu Chefe, preferem demitir-se. E os outros dois, os que deviam demitir-se, não se demitem. O Ministro e o Chefe de Estado Maior do Exército não se demitem. E já percebemos que o segundo está lá para defender o primeiro. Foi nomeado na sequência da demissão do anterior CEME, por não aceitar a interferência do Ministro da Defesa no caso do Colégio Militar. Foi nomeado por aceitar essa interferência. E assim continua.

 

3

Ou 1+2. Durante a caminhada que deu origem ao ponto 1, três Secretários de Estado, juntamente com alguns deputados, foram a França ver jogo(s) da Seleção. Em vez de procederem como os mencionados no ponto 2, entenderam que não fizeram nada de errado. Não os criticarei por isso. É seu direito terem esse entendimento. O que critico é demitirem-se agora. Se há um ano estavam convictos que não era incorreto, porque se demitem? Porque não defender a sua inocência? Onde fica prejudicado ou fragilizado um governo se membros seus forem constituidos arguidos? Não há a presunção da inocência neste País? 

Ou então estes três são os cordeiros sacrificados para tentar desviar as atenções dos acontecimentos mais recentes? Serão estas demissões a criação de um facto para desaparecer das notícias de dois embaraços graves, como foram o incêndio de Pedrogão Grande e o asslato de Tancos? 

Espero que não, mas a dúvida subsiste. Porque o timing é realmente inexplicável. A 20 dias das férias, a 3 meses de eleições...

Veremos!