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Um Anónimo em Lisboa

Um Anónimo em Lisboa

Live fast, die young...

Cresci com musica. Vivo com música. Ouço sempre que posso. Hoje, crescido, adulto, com um gosto mais domesticado, até pela convivência com colegas de trabalho. Cedências, que são feitas na idade adulta.

Mas as minhas origens estão no hard rock. Guitarra solo, ritmo, baixo e bateria. Todas audiveis e identificáveis. Solos poderosos. Barulho, muito barulho, queixavam-se os meus pais. De Alice Cooper a Queen, passando por AC/DC, Guns n' Roses, D:A:D:, tudo ouvia. Segui depois para Metallica, Iron Maiden, entre outros.

Algures no meio, conheci a cena musical de Seattle. O Grunge! Sem espetáculo, sem efeitos visuais, apenas a música pela música. Bruta, depressiva, genial. Representava o isolamento social aparente de qualquer adolescente, hino da Geração Rasca, em Portugal. 

Nirvana e Pearl Jam editaram o que para mim são dois dos melhores albuns de sempre, Nevermind e Ten. Alice in Chains, Soundgarden, Temple of the Dog, juntamente com os anteriores, foram os maiores representantes deste género. Quando o grunge saiu de seattle, surgem Babes in the Toyland, L7 e Stone Temple Pilots. Outros tempos, em que havia carreiras musicais e não fenómenos de uma música (desculpem-me, pareço um velho a falar...)

Como todo o estilo de música, o grunge evoluiu. E dividiu-se. Uns para uma vertente mais comercial, mais amigável, como Foo Fighters e Candlebox. Outros para uma musicalidade ainda mais crua, com influências de outros estilos. O nu metal. Limp Bizkit, Linkin Park, Korn, Slipknot.

Mas já estou a divagar...

Na essência do grunge, por vezes, estão problemas dos seus autores. Abusos sexuais, depressões, falências. Era o que dava emoção às suas músicas, o que os tornava geniais. Mas é também o que os leva a morrer cedo. A lista é assustadora:

 

Andrew Wood - Mother Love Bone (1990) 

Kurt Cobain - Nirvana (1994) 

Layne Staley - Alice In Chains (2002) 

Scott Weiland - Stone Temple Pilots (2015) 

Chris Cornell - Soundgarden (2017) 

 

E ontem, Chester Bennington que, não sendo verdadeiramente da cena Grunge, cantou várias vezes com Chris Cornell.

A todos, as vossas vozes são eternas, as músicas inesquecíveis.