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Um Anónimo em Lisboa

Um Anónimo em Lisboa

SMO

Sim, apenas uma sigla. Para os mais distraídos, Serviço Militar Obrigatório. Depois de Tancos, entra na ordem do dia um novo assunto. Deve ou não regressar o Serviço Militar Obrigatório?

E pergunto eu, porquê? Porque é que depois de um incidente desta gravidade é que se discute o SMO? Será que uns quantos recrutas teriam impedido o assalto? O facto de as forças armadas terem mais gente resolveria os seus problemas? É que na minha opinião, seria tentar apagar uma fogueira com gasolina.

Antes de mais... sim, sou a favor da existência do Serviço Militar Obrigatório. Mas não do que existia. Mas discutirei (comigo mesmo) isso mais tarde.

Aqui a questão é outra. O que resolveria o regresso deste recurso agora? Nada! Só prejudicaria mais as Forças Armadas.

Percebi agora que os elementos das forças armadas andam com carregadores selados à cintura, e não nas armas. Qual a razão? Alguém me consegue explicar? Então profissionais, treinados para guerra, treinados para lidar com armas, não podem andar com armas carregadas? Faz algum sentido? Não são os membros das Forças Armadas treinados para utilizar uma arma? Do soldado ao General, do Capelão ao Médico? Se são treinados, porquê a desconfiaça nas suas capacidades, ao ponto de os impedir de andar com armas carregadas?

Percebi agora que a vigilância de zona militarizadas é feita por empresas de segurança privadas. Mais uma vez, desconfiança? Atestados de incompetência?

Percebi agora que numa instalação onde está sediada um regimento de Engenharia, são chamadas empresas privadas para reparar a vedação. Porquê? No historial do RE1 (Regimento de Engenharia 1, instalado em Tancos), pode-se ler "Hoje, no Regimento de Engenharia N.º 1 em Tancos, continuam-se a formar especialistas dos três ramos das Forças Armadas, Forças de Segurança e de entidades civis ligadas à Defesa Nacional e à Proteção Civil de Portugal, e de Exércitos de Países Amigos, nomeadamente em sapadores, explosivos, demolições, minas e armadilhas, inativação de engenhos explosivos, operação de embarcações, NBQR, construções e instalações e vias de comunicação."

De onde vem esta menorização das Forças Armadas? E a quem interessa?

Porque é que a Força Aérea não pode operar os meios de combate aos incêndios aéreos? Porque é que se contratam a privados serviços que as forças armadas podem fornecer? E é regressando o SMO que esta situação se vai resolver? Lançando uns milhares de jovens adultos, que necessitam de treino e acompanhamento?

Repense-se o que se pretende realmente das Forças Armadas. Depois sim, com tudo estabilizado, pode ser equacionado o regresso do Serviço Militar Obrigatório, como parte integrante da formação dos cidadãos.

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